Adoração em Família!

Adoração em Família!

domingo, 17 de janeiro de 2016

BODAS DE CANÁ

Mais uma vez o Domingo chega até nós para desposar-nos com o Senhor de todos os tempos. Nesse domingo, o 2o do Tempo Comum,  como toda Eucaristia dominical, o Cristo nos desposa com a força da sua Palavra manifestando para toda a sua igreja, isto é, para todos nós, o seu amor esponsal, amor que deve ser expressado entre os esposos. Em outras palavras: amor como doação de vida. É esse amor esponsal que encontramos na primeira leitura do profeta Isaías. Depois de ter sido explorada por diversos povos estrangeiros a quem Israel se "prostituiu" com a sua idolatria, foi devastada e abandonada por causa das suas próprias iniquidades. Abandonando o seu Senhor, Israel foi "abandonada" por "seus senhores". Fora de Deus não há alegria. 
No entanto, YWHW, fiel à sua aliança, não abandona o seu povo "porque eterno é o seu amor e somente Ele é quem fez e faz grandes maravilhas" (cf. Sl 135,4). O Senhor no oráculo isaiano da liturgia de hoje expressa seu amor nupcial por Israel, vinha eleita e desejada por Ele desde toda eternidade. Deus mesmo vestirá seu povo qual noiva com "vestes de justiça e de salvação" (Is 61,10). Do mesmo modo como a noiva é alegria do seu noivo, Israel será alegria do seu Deus, (Is 62,5) seu verdadeiro noivo capaz de desposá-la incutindo no coração de todos os israelitas aquela alegria que é fruto do Espírito Santo (Gl 5). Afinal, fora de Deus não há alegria, há apenas ilusões. É dentro desse contexto que se insere o nosso texto evangélico de João. Iludidos com as miragens produzidas por nós mesmos, não conseguimos dar conta de situações que são de nossas responsabilidades tentados a fazer tudo independentes de Deus como Adão e Eva. 
Na perícope evangélica de hoje, o santo apóstolo nos apresenta Jesus, sua mãe e seus discípulos recém "introduzidos" na vida do Messias (Jo 1,37ss) participando de um grande festim, ou seja, um casamento, cenário onde a alegria deve ser o "oxigênio" de todos os que ali estão. Cientes também que um casamento no judaísmo ortodoxo tem a duração de uma semana e a organização deste evento é de suma responsabilidade do noivo que não poderá deixar faltar o elemento importante desse cenário evangélico: o vinho, que é muito consumido pelos convivas. Tão caro para a teologia bíblica, o vinho, "que alegra o coração do homem" (Sl 104,115) e elemento curativo para as feridas do pobre assaltado e resgatado pelo samaritano (Lc 10,34), foi exatamente o que faltou naquele casamento. Assim, a alegria cede espaço à tristeza e à preocupação. O noivo certamente deve ter ficado muito embaraçado com essa situação que lhe causaria grande constrangimento diante da comunidade judaica. Todavia, o que importa é que o Emanuel está presente. Deus está ali. E a presença da Virgem, chamada e recordada pelo seu Filho como "mulher", como verdadeira "mãe de todos os viventes" e para nós prefiguração da Igreja, intercede pelos pobres noivos, cujos corações se angustiavam. Alguns presentes assistem os primeiros sinais messiânicos acontecerem, os primeiros sinais da sua glória. Gloria que sera melhor revelada na cruz com o derramamento do melhor vinho. É importante estar diante dos nossos olhos que inicialmente o evangelista deixa claro que "no terceiro dia" após o encontro com Felipe e Natanael encerra-se em Caná a primeira semana de atividade messiânica. É em Caná, a prefiguração do locus eucarístico, que Cristo se revela como o nosso verdadeiro "nupsion" (transliterado = "noivo"); não apenas de Israel, mas do novo povo que é a Igreja. Mistericamente, Cristo nos toma e nos desposa em sua cruz como o verdadeiro lugar nupcial. Ali nos adorna com suas jóias e com vestes de justiça e salvação (Is 61,10s). Neste leito nupcial que é a cruz, Cristo nos oferece o melhor vinho que é o seu sangue. Com esse vinho melhor Ele cura as feridas da nossa alma e concede alegria ao nosso coração que triste estava. Hoje nossas igrejas se tornam como aquele lugar. 
Caná, hoje é cada paróquia onde Deus realiza seus sinais de glória através dos sacramentos, sobretudo da Eucaristia. Caná devem ser os nossos corações onde Deus transforma o luto em alegria. Em Caná, Jesus não se apresenta como um convidado qualquer, mas como o verdadeiro noivo de nossas vidas fazendo transbordar em nós dons e carismas através do seu Espírito na luta contra todo o individualismo e indiferença (2a leitura). Olhemos para a Virgem que se incomdou com a tristeza que tomaria conta de todo aquele lugar. Tudo isso porque fora de Deus não há alegria. Deixemos que a nossa vida seja como o cenário evangélico deste domingo, um lugar que tendo a presença de Cristo tudo que é velho se faz novo, se faz "eucaristia", onde tudo é ação de graças.
Peça sempre a Jesus esse vinho novo para sua vida, seu matrimônio e sua família!

domingo, 27 de dezembro de 2015

Solenidade da Sagrada Família



A Pastoral Familiar do Rio de Janeiro deseja a todos votos de um Santo Natal e um ano de 2016 abençoado! Que a Sagrada Família de Nazaré, cujo dia celebramos, seja sempre nosso modelo e guia na busca da união e santificação das nossas famílias!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

CASAMENTO COMUNITÁRIO NA CATEDRAL



Aproximadamente 230 casais terão a oportunidade de dizerem o ‘sim’ em um casamento celebrado pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, no dia 5 de dezembro, na Catedral Metropolitana. É a primeira vez que acontece um casamento comunitário em nível arquidiocesano no Rio e com um grupo tão grande de casais. A média em geral é de até 40. 
O projeto, chamado "Dia do Sim", faz parte de uma parceria da Arquidiocese do Rio com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj). O objetivo é regularizar, de forma gratuita, a situação civil e religiosa de casais que já vivem juntos. Segundo a coordenadora da ação, juíza Raquel de Oliveira, da 6ª Vara Cível do Fórum de Jacarepaguá, o intuito é dar continuidade à parceria com a arquidiocese e promover mais casamentos comunitários abrangendo as duas instâncias. Foi ela quem, em nome do TJ-RJ, procurou o bispo auxiliar Dom Paulo Cezar Costa para propor o projeto. 
Apesar de o Tribunal já fazer o casamento civil, percebeu-se que muitas pessoas tinham o sonho de se casar na Igreja. "É uma forma de proporcionar às pessoas a plena cidadania. A demanda é grande, e queremos ajudá-las. É uma dívida do Estado e da Igreja para com elas", afirmou a juíza. Para o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio Dom Paulo Cezar Costa, que organiza a parte religiosa, esta ação fortalece a instituição familiar em uma sociedade que passa por uma crise de valores. "Uma união sem o matrimônio civil e religioso forma um laço frágil entre um homem e uma mulher. Quando essa união tem uma legalidade diante da lei e é um sacramento diante de Deus, ela se torna mais consistente para os cônjuges e para os filhos. A família é uma instituição fundamental para a sociedade", comentou o bispo. 

 Preparação 
Ao longo deste ano, cerca de 40 juízes atenderam aos casais para a conversão da união estável em casamento civil. Nesse processo, é garantido aos cônjuges que a data oficial do casório, impressa na certidão, seja a mesma do início da convivência. A certidão será entregue no dia do matrimônio religioso. “Com esse casamento, a Igreja favorece o amor do casal, a importância da família e a vivência da fé em todas as dimensões, principalmente na dimensão conjugal. Eu tenho encontrado, nas entrevistas que tenho feito, casais de fé que não se casaram principalmente por dois motivos: quando jovens não podiam pagar e agora têm vergonha de contar ao pároco que não são casados. 
Para se ter uma ideia, o casal mais velho que temos é de um senhor de 84 anos com uma senhora de 64”, afirmou o coordenador arquidiocesano de pastoral, monsenhor Joel Portella Amado, um dos organizadores. “A maioria das pessoas tem o sonho do casamento religioso. E para muitas esse sonho é bloqueado porque eles acham que casar na Igreja é caro. O que não é uma realidade”, concluiu. 
No dia 14 de novembro, houve um encontro de preparação para que os casais pudessem entender a dinâmica do casamento comunitário, que é diferente de quando é feita com apenas um casal. Nesse dia haverá grupo de oração para preparo espiritual e um bazar: uma sala com todos os tipos de itens de vestuário utilizados em casamentos, alguns doados e outros que serão vendidos por lojas parceiras a um preço mais acessível. Segundo monsenhor Joel, igrejas do Brasil inteiro estão sendo mobilizadas para o envio dos documentos necessários. E algumas das pessoas ainda não se casaram porque são imigrantes. “São tantas histórias bonitas que ouvimos nas entrevistas que às vezes dá vontade de ficar só contemplando a história. E é um trabalho interessante porque estamos mobilizando muita gente por um único objetivo: facilitar essas uniões”, pontuou o sacerdote. 


( Fonte: Jornal O Testemunho de Fé, pág. 7)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Enquanto a tradução não vem...



Enquanto a tradução em português do Relatório Final do Sínodo dos bispos não vem, pelo texto já disponível no site do Vaticano, já podemos destacar alguns pontos importantes da XVI Assembleia Geral ordinária com o tema “A Vocação e a Missão da Família na Igreja e no Mundo Contemporâneo” (04-25 outubro 2015).

1. O texto vem trazer um caminho de discernimento espiritual e pastoral, e começa recordando que Jesus veio ao mundo no seio de uma família, pois a família é a primeira e fundamental “escola de humanidade”, comunhão de pessoas sonhada por Deus, desde o princípio. E, na sociedade de hoje, cada família é convidada a ser discípula missionária na evangelização de outras famílias.

2. Na primeira parte do relatório, os bispos reafirmam a doutrina perene do matrimônio como querido por Deus desde o princípio:  a união de um homem e de uma mulher numa aliança de amor indissolúvel e aberta a uma nova vida. O matrimônio é o sinal sagrado do amor de Cristo pela sua Igreja e, por isso mesmo, a família cristã é convocada a ser uma “Igreja Domestica”.

3. Os bispos reconhecem as diversas dificuldades que ameaçam às famílias de hoje, como: (1) as resistências das novas gerações ao matrimônio e à família, (2) o feminismo que desvaloriza a maternidade, (3) a ideologia de gênero que anula as diferenças sexuais; (4) as diversas situações de conflitos sociais, (5) matrimônios de mista religiaõ. Diante de todas essas e outras situações de fragilidade, os padres sinodais lembram que a força da família está no amor! Pedem ainda a formação de redes de famílias que se sustentem mutuamente e políticas públicas promotoras e defensoras da família.

4. O documento menciona várias situações em que se necessita lutar pela plena inclusão social: a terceira idade, os imigrantes, as pessoas portadoras de necessidades especiais, pessoas que nunca se casaram, os viúvos, etc. Destaca, ainda, os papéis das figuras masculina, feminina e das crianças na riqueza das relações familiares.

5. Uma das seções é dedicada à á afetividade, á maturidade humana e ao dom sincero de si ao outro (que é a característica do verdadeiro amor). Para combater a cultura hedonista e descartável, que só leva à imaturidade e fragilidade afetiva, é preciso uma ação pastoral apropriada que promova um processo de “Educação para o Amor”. Deve-se sempre buscar criatividade pastoral e meios apropriados para se atingir os jovens.

6. Recorda, ainda, que o matrimônio é uma vocação e que a preparação para a vida matrimonial deve ser uma catequese muito melhorada, começando desde a preparação remota, como um verdadeiro itinerário de formação. Os recém-casados também merecem atenção pastoral especial.
7. A Igreja mostra a família como imagem viva da Santíssima Trindade que é comunhão de pessoas. Para tal, traça um detalhado percurso pela Palavra de Deus e o Magistério da Igreja, ressaltando o que chama de “Chave Cristocêntrica do Matrimônio”.

8. O documento reafirma a doutrina da procriação e da vida, estimulando a paternidade e maternidade responsáveis através do planejamento natural da família e da abertura generosa aos filhos. Explica o mal moral das técnicas de reprodução assistida e da contracepção que manipulam e destroem a fertilidade humana, que é dom de Deus.

9. Fala sobre a tristeza da separação e do divórcio e de como devemos ter atitudes de misericórdia e verdade, de acolhimento e respeito, especialmente com os cônjuges que foram abandonados, com as famílias monoparentais, e  com aqueles que estão em uma nova união. Os recasados devem ser inseridos na comunidade, com discernimento evitando-se escândalos que confundam a comunidade quanto ao valor e a indissolubilidade do matrimônio. Os casais em segunda união devem receber adequada orientação quanto á possibilidade da nulidade matrimonial.

10. Um atenção especifica deve ser dada ao acompanhamento às famílias que convivem com pessoas de tendências homossexuais. Estes, como qualquer pessoa, merecem ser tratados com respeito e dignidade, sem discriminação.

11. O papel decisivo dos pais, como primeiros e insubstituíveis educadores dos filhos, tem lugar de destaque no relatório, que propõe que se cria  cultura do aconselhamento, na qual famílias ajudam famílias e reafirmou a “tolerância” zero para casos de abuso sexual e violência doméstica.


12. É necessário um forte reavivamento da Pastoral Familiar, com boa formação para todos os agentes envolvidos: presbíteros, diáconos, religioso(a)s, catequistas, agentes de pastoral e seminaristas, para ajudar a formar famílias evangelizadas e evangelizadoras, que sejam capazes de dialogar com sua cultura, sem perder sua identidade e abrir mão dos seus valores.

(Por Tatiana e Ronaldo de Melo - Núcleo de Formação e Espiritualidade - CAPF - RJ)

sábado, 17 de outubro de 2015

Mais do Congresso da Pastoral Familiar


Na parte da tarde a consultora de imagem e estilo, Cristina Mamede, começou a formação, falando especialmente para as mulheres.

 


Família, construtora de moda e de estilo

Cristina Mamede

 

Numa cidade tropical como o Rio de Janeiro, como é difícil, às vezes, criar uma imagem digna e elegante da mulher.

A imagem é como nos enxergam, é a nossa embalagem. Ela é construída nos primeiros 15 segundos quando encontramos com alguém. A primeira impressão é a que fica. Na década de 50, os estudos de Albert Mehrabian comprovaram que 55% da impressão que causamos é visual, 38% é gestual e apenas 7% é verbal. E não haverá uma segunda chance de se casar esta primeira expressão.

Usamos as roupas de acordo com nossa idade, tipo físico, estilo e orçamento.

 

 

Idade

A mulher mais velha pode ser chiquérrima, só não pode acreditar que tem vinte anos.

E nem o contrário, ou seja, erotizar precocemente as crianças, vestindo-as como adultos, por vezes até de forma vulgar. O resultado é um visual esdrúxulo com itens que deveriam ser banidos do vestuário infantil. Um exemplo são os sapatos e sandálias se salto alto que podem causar problemas ortopédicos na criança, ou as mini saias que expõe muito a pelo da criança, que está na idade de brincar e de se sujar. Há produtos específicos para a criança brincar de maquiagem, mas ela não pode sair de casa maquiada. A educação que os pais oferecem aos filhos é que será o porto seguro quando a adolescência vier.

 

Tipo Físico

Quando entendemos o nosso tipo físico, a proporção correta e o caimento de uma roupa, escondendo os defeitos d valorizando nossas melhores características físicas. Cada mulher se encaixa em um tipo de silhueta diferente.

 

Como usar as roupas? O que é estilo? É a soma das escolhas que fazemos. A moda é passageira e o estilo é imutável. É a nossa identidade. Precisamos encontrar o nosso estilo. O caminho para encontrarmos seu estilo é combinar a personalidade com o visual. Ele é construído ao longo dos anos. Cada um tem l seu. Não copie o estilo dos outros, se não você estará usando uma fotografia. Faça o teste do espelho, sente-se para ver se a roupa está confortável, peça conselhos a alguém de confiança. Descobrir seu estilo é conhecer-se a si mesma.

 

Qual é o meu estilo?

Existem sete estilos universais, mas cada um tem o seu estilo predominante e outros periféricos que vão ajudar na minha interpretação pessoal da moda.

Cada peça de roupa tem o seu caimento adequado e ajuda a compor o meu estilo, assim como o uso das cores. A lógica da cores existe e pode ser feito com uma análise cromática. A cor pode ajudar ou sabotar um figurino.

Decidir com que roupa vamos sair depende da minha agenda. Pesquisas mostram que as mulheres usam apenas 20% do nosso guarda roupa. Já os homens usam 90%. Precisamos investir melhor nas peças certas.

O primeiro passo é arrumar o guarda roupa. Escolham um dia ruim, em que tudo está dando errado e você vai fazer uma bela limpeza, ficando apenas com as roupas que você realmente gosta. É hora de avaliar, manter, reformar ou doar. O que sai, pode ser doado ou vendido em brechós.

Separar as roupas por estação. Deixe a mão as que vai usar atualmente. Organize por cores, deixando as estampadas separadamente. Depois organize por categorias de roupas, como calças, blazers, saias, vestidos, etc. Lenços e echarpes podem ser até pendurados no quarto, num cabide como peça de decoração. Deixar as bolsas e sapatos mais usados a vista.

As roupas que precisam de reforma, leve logo para a costureira.

Depois da arrumação, podemos avaliar se falta alguma peça básica e importante. Prepare uma lista do que falta. Não é um dinheiro que faz uma pessoa elegante, mas o discernimento.

Ao sair para comprar é preciso ter foco naquilo que você realmente precisa e saber o seu orçamento. Em que investir? Sempre mais nos clássicos, que não saem de moda, um pouco mais nas tendências fortes se você gostar muito, e o mínimo possível nos modismos.

Ao comprar uma peça verifique antes se ela combina com, pelo menos, cinco peças do seu guarda roupa.

Invista em bons assessórios e pense bem nos sapatos para que possam ser usados com vários looks.

Não compre segundos as tendências, mas sim o nos cai bem.

Algumas peças ficam bem com qualquer tipo de corpo. O blazer estruturado, a calça de alfaiataria, a blusa com decote em V, um cinto não muito grosso, blusa listrada, um vestido ‘fit and flare’... são peças coringa.

E em todos os ambientes precisamos termo bom senso. No trabalho, na festa, na Igreja. Não é só uma questão de moral. É de bom senso.

A Pastoral Familiar pode até nas preparações de noivos ou de pais e padrinhos de batismo pode tocar no assunto dos trajes adequados. E quem sabe até organizar uma exposição de vestidos de noivas, mães e madrinhas, em parceria com as lojas de trajes finos. Não seria uma atividade bem bacana?!

 

 

 

Finalmente, Dom Antônio encerrou a tarde, esclarecendo sobre este tema que precisa ser muito abordado.

 


Ideologia de Gênero

Dom Antônio Augusto

 
Comecemos com casos concretos. No Colégio Pedro II os alunos podem usar qualquer banheiro, masculino ou feminino. O prefeito de São Paulo determinou que não se pode mais comemorar dia dos pais e das mães, mas somente dos cuidadores. Num cartório do Rio uma juíza de paz já legalizou a união entre três mulheres. No passaporte, já não pode mais vir especificado pai e mãe, mas, sim, genitor 1, 2, 3 ou 4.

As crianças de hoje estão crescendo com uma sexualidade polimorfa e diversa. Se não houver uma intervenção da família, não apenas protestando, mas famílias verdadeiramente militantes, nossa sociedade vai ser brutalmente atacada pois se ataca o mais fundamental da identidade do ser humano.

A ideologia de gênero é um projeto politico social que tem o objetivo de criar uma sociedade com a sexualidade totalmente livre. É uma reengenharia social. Tem sua origem no marxismo. Este caiu enquanto projeto econômico e político, mas continua insistindo enquanto projeto cultural. A ideologia Marxista quer eliminar as diferenças entre os que detém o poder e os que são explorados. Toda diferença é uma distinção e toda distinção é uma injustiça social. Deste modo, toda distinção precisa ser eliminada para termos uma sociedade homogênea. O que se quer igualar agora não são os ricos e pobres, mas homens e mulheres, em nome de uma suposta igualdade.

Homem e mulher é a distinção mais básica que se realizam nos seus papeis. O marxismo interpreta que eles criam entre si uma relação de desigualdade, que precisa ser eliminada. Tudo começa com o feminismo, para dar direitos às mulheres. Depois, profissões e esportes iguais aos dois, tudo Lara se igualar também ao homem. E para a Ideologia de Gênero, a fonte das desigualdades está na família Lenin já dizia que se queremos dominar a sociedade, precisamos destruir a família e se queremos destruir a família, precisamos destruir a mulher. Antes a revolução era pelas armas.... agora é pela pílula e pelo aborto. Temos hoje sexo sem filhos e filhos sem sexo! Há uns quinze anos, havia apenas duas clinicas de reprodução assistida, por exemplo. Hoje, há praticamente uma em cada bairro...

Diversidade polimórfica de casamento é outra estratégia. Na Holanda e nos EUA já há projetos de lei aprovados para casamentos entre casais. E isso é muito alardeado pela mídia, o que também é parte da estratégia.

Outra distinção muito nítida na família é entre adultos e crianças. Há a estratégia sutil de acabar com essa distinção, tratando as crianças, como se fossem adultos. Tudo é feito de forma bem escondida, para ir chegando de mansinho, de forma velada, porque tudo o que não é conhecido não é combatido. Os comunistas usaram os pobres, mas não acabaram com a pobreza. Os líderes da Revolução Russa, por exemplo, moravam no Palácio dos czares! Da mesma forma, a ideologia de gênero usa as mulheres e os gays para seus objetivos sórdidos! Tudo cortina de fumaça para poder confundir o povo se bem. E se a Igreja defende a família, prega-se que, consequentemente, ela está contra os gays. Essa é a lógica que a Ideologia de Gênero quer pregar. Querem calar a boca da Igreja.

É uma estratégia tão bem feita, que já está presente capilarmente na mídia (novelas, programas de entrevistas e debates, nos jornais impressos e online), nas tentativas de que a Ideologia de Gênero entre nos planos estaduais e municipais de educação (já que em regimes totalitários as leis são só para constar, como nesse caso, a Ideologia de Gênero que foi vetada no plano nacional de educação)...

Uma ideologia é um conjunto de ideias que não podem ser provadas. Um exemplo disso, é o Nazismo que conseguiu convencer tantas pessoas que a raça Ariana era superior a outras. Usam da comunicação, das imagens manipuladas, de mudanças no discurso e o lobby sobre os organismos que representem qualquer tipo de obstáculo contra os seus objetivos. O prazer sem nenhum limite, o poder sobre os demais e a soberba intelectual.

Precisamos ser, então, pais e mães militantes nas escolas, principalmente. Ainda que nos rotulem de intolerantes. Os pais são os primeiros educadores e têm o dever de exercer este papel. Precisamos ser mais incisivos.

Sucesso na Familia


O Congresso da Pastoral Familiar 2015 foi um momento riquíssimo de formação para os agentes de todos que amam e se envolve na defesa e promoção do valor do matrimônio e da família. Estas são as pregações da parte da manhã, com Katiane Viera, de Santa Catarina, especialista em neurociência (www.katianevieira.com.br).

 

 

Sucesso nos Relacionamentos

Katiane Vieira

 

Sucesso não é dinheiro, nem posição social. Sucesso é você se sentir realizado. Nossa vida é feita de pilares: a espiritualidade, o casamento, os filhos, a carreira, as finanças, os amigos... quando um deles balança, a construção até pode se manter de pé. Mas se vários pilares começam a se desgastar, a construção pode ruir. E essa construção é a nossa vida!

O amor tem uma base cientifica que é a confiança, ensina a neurociência. Isso se estabelece em qualquer relação. A família é amor e o amor é uma junção de muitos sentimentos. A essência do casamento não é o romantismo, mas o companheirismo, a cumplicidade e a união.

No dia a dia temos muito tudo: muito estresse, muito trânsito, muitas redes sociais, muito trabalho, muita conta... e se temos muito de umas coisas, outras começam a faltar: pode faltar comunicação, carinho, zelo... e o essencial dos relacionamentos pode se perder. Pesquisas recentes mostram que o cotidiano é responsável por 83% das separações.

 

O Segredo do sucesso nos relacionamentos

 

1- Estabelecer objetivos – nosso cérebro funciona bem quando temos objetivos. Quando temos um foco nos empenhamos naquela tarefa. Se um casal casa e tem como objetivo ter a casa própria, depois que conseguem... o que sobra mais para se fazer juntos?

 

2- Tenha uma estratégia – para atingirmos um objetivo precisamos planejar como vamos chegar até ele. Quando queremos com uma vontade firme, sempre vamos dar um jeito.  Preciso sentar juntos e decidir o que é necessário. O casal junto e sempre envolvendo os filhos também.

 

3- Comunicação efetiva – que funciona com a voz, mas também com expressões, gestos, olhares... ela é crucial no relacionamento. Um exemplo bem prático é o uso da palavra ‘não’. O cérebro não registra o negativo, só o positivo. Precisamos explicitar o que queremos para gerar os impulsos cerebrais que precisamos alcançar. E até forma de falar também é preciso cuidado. Na mesma mensagem cada um vai interpretar de uma forma. O segredo é perguntar, pedir esclarecimentos e dar esclarecimentos! Estamos sendo claros? Ninguém tem bola de cristal... homens e mulheres tem visões e formas diferentes de organização cerebral. Nos relacionamentos com muito tempo, não podemos presumir que o outro sabe tudo o que eu quero!

 

4- Dê o melhor de si – Na doação mútua, especialmente quando se fala no relacionamento marido e mulher, que exime muita confiança. Um estudo recente da neurociência constatou que ser grato ativa uma área muito pequena no nosso cérebro que nos dá muito prazer. Quando nos sentimos agradecidos temos prazer de retribuirmos. Outro ponto, é na dedicação. O que podemos fazer para ajudar os outros?

 

5- Cultivar momentos em família- é uma estratégia preciosa de cultivo da proximidade. A família é única. Não vamos ter outra. Precisamos cultivar esse bem mais precioso. Estabelecer um momento para conversar, ver os objetivos, partilhar os problemas e discutir as soluções. Na família tudo se combina. Na família inteira, não só os que moram na mesma casa, mas os parentes próximos e distantes e até os amigos. Manter a união é fundamental!

 

Controle emocional: pensamos, sentimos e agimos. É preciso evitar o preconceito, julgar os outros evitando a raiva e cultivando a tranquilidade no coração. Recebendo compreensão o outro vai me tratar com carinho. Perguntamos antes o que realmente está acontecendo. O nosso cérebro faz perguntas e só precisa se respostas. Como abordamos os outros? Com perguntas ou com julgamentos?

 

E se olharmos pra trás e pensarmos que erramos em alguma coisa ou muitas coisas, é hora de esquecer o passado e construir o futuro. Olhe para frente.

Ter sucesso não é acumular bens, é ajudar as pessoas, ter tempo para a família e contribuir na construção de um mundo melhor.

 

Educar para a Vida


O grande perigo na educação dos filhos é o cuidado nas atitudes que as crianças veem em nós. A educação das crinas exime sacrifícios. Abdicar do nosso descanso para dar atenção às crianças é a tarefa mais difícil, mas também a mais importante. Dedicação e comunicação efetiva, mais uma vez, também são fundamentais. Dentro de casa, temos como fazer escolhas, mas o que os filhos veem e vivem fora de casa? A criança precisa sentir que você está para ela.

Por isso, um primeiro ponto muito importante é criar rapport.  A capacidade de entrar no mundo de alguém, faze-lo sentir que você o entende e que vocês têm um laço em comum. Podemos fazer isso com uma criança. Como? Ficando na altura dela, pegando na sua mão... algumas pessoas são auditivas, outras são mais visuais, outras são sinestésicas... temos que acessar todos os canais.

Outro passo é falar com clareza. Com a criança, então, mais ainda! A criança ainda está formando seus mapas mentais, formando seus valores e crenças. É preciso ser claro explicitando o que você que ele faça.

Ex.

‘Não grite.’                     -           ‘Fale baixo.’

‘Não faça assim.’           -          ‘Faça desta forma.’

‘Comporte-se bem.’               ‘Fale baixinho na biblioteca.’

 

Explicar a razão, o porquê de se fazer as coisas, ajuda demais. Entendendo a razão para a ordem, ajuda as crianças a desenvolverem valores internos de conduta de comportamento, ou seja, ela cria consciência.

Outro ponto prático é desaprovar a conduta, não a criança.  Infância é a fase em que vamos formando as nossas crenças. Uma ‘criança má’  é uma desaprovação da criança e é péssimo para a auto estima. Ela nunca se sentirá capaz de fazer nada de bom. ‘Isso é errado.’ - assim educarmos mostrando que a conduta é errada. Educar é dar limites e as crianças precisam aprender que regras são regras. Não podemos abrir mão. Se damos atenção, sacrifício e dedicação as crianças são capazes de compreender a sabedoria por trás das regras. Ex. ‘Você tem que dormir cedo, porque amanhã é dia de Colégio e a escola é muito importante para a educação de vocês.’. Usando comunicação assertiva, sempre.

O valor dos exemplos não pode ser subestimado. A criança está sempre nos observando, aprendendo e avaliando. Só é possível educar o outro a partir daquilo que você é e acredita. O cotidiano às vezes rouba um pouco a nossa própria identidade de nós mesmos. Se eu sou uma pessoa boa, eu vou ensinar meus filhos a ser bom. É importante eu me conhecer para poder saber a geração que eu quero formar.

Para quem já tem os filhos grandes, ainda há uma chance. Errar é humano e l importante é aprender com os erros. Seja qual for a idade do seu filho. Fale sobre como você se sente com relação a ele e fale, principalmente, sobre o seu propósito de queres saber dele em que você errou. Mostre que você quer ser melhor e peça para que ele te ajude nessa tarefa. Sempre há tempo! E o tempo é hoje!

 

sábado, 10 de outubro de 2015

E, A TARDE COM A HUMAN LIFE...


 

Nancy Tosi Moreno falou na parte da tarde sobre a síndrome pós-aborto. Como somos seres bio, pisco, sociais e espirituais o trauma do aborto, este nos afeta profundamente. A mente cria como que conectores, ou seja, ela vê em certos fatos conexões com o aborto, fatos que aparentemente não teriam nenhuma relação e que podem se manifestar ainda que muito tempo depois. Ainda que as emoções passem, os sentimentos ficam enraizados no mais profundo da alma. Um exemplo disso é o quadro ‘Arrastando a Culpa’ ou ‘A Solidão me Assassina’ feitos por uma artista plástica que cometeu aborto muitos anos antes.
Mais de 60% das mulheres que cometem aborto tem ideias suicidas e uma em cada cinco de fato tentam suicidar-se. Não é por acaso que o maior número de suicídios cresce entre adolescentes e jovens. Não só entre as mulheres mas também entre os homens.
E por que algumas mulheres cometem o mesmo pecado muitas vezes? Podem até ter consciência de que Deus as perdoa, mas elas não experimentam o perdão porque não se perdoa a si mesma, não se ama, não se aceita. Fica com a síndrome do ventre vazio, e procura novos parceiros como que se quisesse preencher este ventre. E para se desinibir, precisa de álcool e drogas. Engravida e repete o aborto. Começam os abortos consecutivos, que só aumentam. A promiscuidade não é por busca de prazer, mas para inconscientemente para tentar engravidar de novo.
 E quando engravida? Não há padre, não há amor.... como vou contar a este Bebê que matei o anterior??? E os abortos vão se sucedendo. Nenhuma mulher quer matar seus filhos. Ela tem integridade feminina e integridade materna. O aborto quebra essas duas, é a vontade em crise! A inteligência e a memória não estão bem. Mesmo que a mulher diga que ela não queria o aborto, mas que era o melhor a se fazer... continuará doendo sempre.
Vem a depressão, a angústia, os pesadelos e a ascendia, ou seja, a falta de alegria na vida. Falta concentração, tanto que 94% das mulheres que abortam não concluirão os estudos. E, tendo filhos no futuro, terão muita dificuldade de expressar carinho. O aborto é também a raiz de grande parte das crises familiares.
A cura é um processo de pedir perdão e perdoar. Um processo longo e por vezes muito difícil, mas não impossível. Há muitas pessoas a perdoar e muitas a pedir perdão. É preciso aceitar essa verdade dos fatos. E é necessário acompanhamento psicológico mas também espiritual, com l sacramento da Reconciliação. Ele devolve a esperança, o amor e o perdão.
O acompanhamento consiste em reconhecer as feridas, reconhecer a verdade e a fazer o melhor exame de consciência das suas vidas.
O acompanhamento só pode ser feito por quem é capacitado para trabalhar neste ministério. Não são necessários estudos universitários, mas sim, capacitar-se e ser acima de tudo um católico fiel à doutrina da santa Madre Igreja.
 
Na sua segunda colocação ‘Educação Sexual na ótica da Teologia do Corpo’, Nancy começou com a seguinte reflexão: Se não me conheço a mim mesma, como posso querer conhecer ao outro? Ela explicou o que é TdC, l conjunto das 129 catequese pronunciadas por João Paulo II para explicar o significado e o sentido da vida: quem sou eu e para onde vou. Trata do valor do corpo e da sexualidade humana, das relações humanas, do matrimônio e do celibato, entre outros pontos. O corpo torna visível o invisível da pessoa humana. Não temos um corpo, somos um corpo! Ele é parte essencial do nosso ser. Somos pessoa. Enquanto pensarmos que ‘temos’ um corpo, reivindicaremos para nós o direito se abordarmos ou usarmos sexualmente alguém.
A comunhão entre as três Pessoas divinas é a imagem e semelhança da comunhão entre as pessoas. Encara responder a essa vocação nossa humana fundamental só existem duas formas: o matrimônio ou o celibato. As variações e riquezas para a sociedade acontecem dentro dessas duas vocações. Os pais e mães de família, os religiosos, os políticos, etc...
Somos seres sexuais, sim, mas muito mais relacionais. O desejo de amar e ser amado é o mais profundo e forte dentro de nós e revela o caráter esponsal do nosso corpo. Não se pode, por exemplo, falar de ‘saúde sexual e reprodutiva’ porque não ficamos doentes por nossa sexualidade, por sermos homens ou mulheres, e porque não reproduzimos, mas procuramos! Amamos e desejamos ser amado, mas o mundo foca apenas na genitalidade.
O sexo é um meio para chegarmos ao fim, ao nosso fim, o casamento místico e a comunhão perfeita com Deus. Nascemos para nos darmos. O amor verdadeiro é doação.