sábado, 3 de julho de 2010

A BELEZA DE SER CRISTÃO (conclusão)


Em II Tm, São Paulo se gaba de suas fraquezas, afirmando que é justamente na fraqueza que a força de Deus se manifesta. Isso é exatamente o contrário da lógica humana. Deus escolhe os fracos para confundir os forte e nos revela que carregamos tesouros em vasos de barro.
"É preciso pedir a Deus que nos faça conhecermos nossas misérias, mas não toda, porque aí morreríamos de susto.", dizia o São Cura D´Ars. A miséria humana atrai a misericórdia divina, que tritura e lava nossas mazelas em seu próprio coração. Não somos santos, mas com a graça divina e a nossa docilidade, faremos proezas. Não seremos nunca invencíveis, mas saberemos estar cntinuamente remendando nosso vaso de barro.
O mundo quer que pensemos que nossos defeitos, pecados e misérias são traços de caráter ou que são genéticos... Isso é desculpa e disfarce! A verdade é que Deus nos conhece, mas nós não conhecemos a nós mesmos. Para tal, precisamos entrar nos bastidores da nossas vida, saindo dos holofotes do palco.
Ao formar o homem do frágil barro da terra, Deus nos mostra que nossa força estaria na obediência da lei. Cuidar desse vaso é viver bem na prudência e na temperança. A comida, a bebida, o sexo, o dinheiro têm força de atração, muitas vezes, maior que as virtude. Mas são exatamente as virtudes cardeais o eixo que direciona a nossa vida.
Já que somos vasos de barro, devemos, pelo menos, fazer a nossa parte, vivendo "no centro da mesa", e não nas beiradas, no limite entre o bem e o mal. Se vamos dando muito espaço para a mentira, a preguiça, a sensualidade, o egoísmo... fatalmente cairemos. É como o casal de namorados que pergunta: "Até aonde eu posso ir pra não pecar?". Ora, a pergunta deveria ser "Onde eu devo ficar para não pecar?".
Os bens devem estar em seus devidos lugares. Não sejamos ingênuos de ir até aonde achamos que poderíamos recuar: o demônio não precisará nem nos empurrar porque nós mesmos nos jogaremos...
Os pecados só são reincidentes porque nós não somos prudentes.Prudência e temperança exigem sacrifício: não adianta dizer que a tentação é forte e a carne é fraca...Se um casal não sabe viver a continência sexual durante alguns dias do mês, nãovenha dizer que a pílula é mais eficaz: ela é mais cômoda! Esses não aprenderam o que é sacrifício por amor, ou seja, tornar o amor algo sagrado. A cruz pesada Jesus já pegou por nós. Agora cabe-nos pegarmos nossas pequenas cruzes e darmos, assim, nosso testemunho cristão. O apostolado das pessoas prudentes é melhor do que qualuqer sermão.
Estranhamente a primeira tentaç4ao das pessoas que querem realmente amar a Deus é o RESPEITO HUMANO. É a vergonha de mostrar-se bom, o pudor de ir "contra a correnteza", de ser rotulado como beato ou conservador perante os outros. Como cristão, precisamos ter uma "santa desvergonha": mostrar, de fato, o tesouro que carregamos, sem o receio de escandalizar os outros

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