sábado, 12 de outubro de 2013

Retiro Arquidiocesano (12-10-13)

2ª MEDITAÇÃO (12/10/13)

Os quatro passos que vimos ontem estão pautados no tema do nosso retiro: a fé. Em outubro de 2012, Bento XVI nos escreveu uma carta com o título sugestivo: A Porta da Fé. E dizia naquela ocasião: “A porta da fé está sempre aberta para nós.”. O papa emérito nos recordou que a porta da fé, sua intimidade foi-nos colocada com livre acesso para que pudéssemos nos encontrar com ele. Bento XVI dizia que toda razão de ser do seu ministério tinha um objetivo: fazer brilhar com evidência sempre maior a alegria e o entusiasmo do encontro com Cristo. Quando entramos por esta porta da fé, quando somos homens e mulheres de fé, não acontece em nós algo abstrato ou só no plano teórico. Ao entrarmos neste caminho da fé, encontramos a alegria e o entusiasmo de termos a amizade de Cristo, de vivermos de acordo com nosso nome de cristãos.
E o papa Francisco, em 29 de junho, pouco antes de vir para o Brasil, divulgou a Luz da Fé. Uma porta e uma luz. Ultimamente, aqueles que parecem querer dominar e impor a cultura, se empenham em nos convencer que esta porta está fechada e que a luz, na verdade, é escuridão. Nos ensinam que esta porta e esta fé foram úteis numa época em que o homem era menos esclarecido e o mundo menos desenvolvido. Dizem que hoje a fé é um obstáculo para você ser feliz. É um impedimento para você abrir sua cabeça e viver as aventuras da vida! Hoje vale o que diz a ciência, a cultura. O mínimo que se permite é que a fé seja um vago sentimento de consolação... quando não há explicações, podemos dizer, resignados: “É vontade de Deus...”. Quais são as consequências deste modo de pensar?
Devemos refletir como vai a nossa fé. Uma fé morna ou uma fé teórica gera na vida das pessoas confusão. Começam a não mais distinguir entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. Nos faz girar em torno de um círculo vicioso do individualismo e do hedonismo que são como que um labirinto, do qual não conseguimos mais sair.
Na Lumem Fidei, é citada como que um Best Seller dos primeiros tempos do Cristianismo, chamado Ata dos Mártires. Estes que tiveram uma vida exemplar (Estevão, Águeda, Luzia, Inês, Cecília, Anastácia, etc...). “A convicção duma fé que faz grande e plena a vida, centrada em Cristo e na força da sua graça, animava a missão dos primeiros cristãos. Nas Atas dos Mártires, lemos este diálogo entre o prefeito romano Rústico e o cristão Hierax: « Onde estão os teus pais? » — perguntava o juiz ao mártir; este respondeu: « O nosso verdadeiro pai é Cristo, e nossa mãe a fé n’Ele ». Para aqueles cristãos, a fé, enquanto encontro com o Deus vivo que Se manifestou em Cristo, era uma « mãe », porque os fazia vir à luz, gerava neles a vida divina, uma nova experiência, uma visão luminosa da existência, pela qual estavam prontos a dar testemunho público até ao fim.” Foi a fé a mãe que nos gerou para a vida com Deus e que nos alimenta com os sacramentos e nos acompanha em todos os momentos de nossa vida. Esta fé a mãe que desperta em nós o amor.
Ainda na Porta Fidei, Bento XVI escrevia: “Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso missionário dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria..” A fé nos faz ser filhos e também é geradora, porque nos torna fecundos, gerando vida nova para nós e para os outros.
Em 2017, comemoraremos os 300 anos da imagem de Aparecida achada no rio. Disse o papa Francisco fez uma leitura de Aparecida que pode ser uma leitura da nossa vida: “A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Parnaíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe? Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no Evangelho que ouvimos. Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas. Confiemos em Deus!” Em Aparecida, Deus nos deu sua própria mãe. Veio de forma simples, numa humildade própria de Deus. A humildade é o DNA de Deus. Vemos algo para aprender sobre Deus e a Igreja em Aparecida. Na busca de pobres pescadores, que buscavam suprir a fome, a partir de poucos recursos, de um barco frágil e instrumentos inadequado, depois do cansaço da pesca e o resultado escasso, insucesso. As redes estão vazias. Buscamos tantas coisas em nossas vidas, estamos sempre buscando coisas boas. Mas nossa fragilidade humana é como este barco: tudo é insuficiente, não tenho tempo, não tenho dinheiro, não tenho poder...
Continua o papa: “Depois, quando foi da vontade de Deus, comparece Ele com o seu mistério.... chegou de surpresa. Uma imagem de barco frágil... Deus vem sempre nas vestes da pequenez.”. Isso não é só bonito, é real! “Vem então a imagem da Imaculada Conceição e com ela a unificação de corpo e da cabeça e retoma a unidade perdida.” “O Brasil colonial era dividido pelo muro vergonhoso da escravidão. Maria vem com a face negra. É um ensinamento que Deus nos quer oferecer da escuridão do rio: recomposição fraturado, compactação do dividido. A Igreja não pode descuidar desta lição. De ser instrumento de reconciliação.” A fé quando vivida como experiência de amor nos faz ser instrumentos de reconciliação e reconstrução.
Ás vezes não mesmos nos perdemos em labirintos porque perdemos de vista o rosto da nossa mãe. “Feliz o homem que tendo pedido tudo na sua vida, não perdeu o interesse pela casa da sua mãe.”. Costumo pensar muito nesta frase que ouvi uma vez. A mãe sempre vai nos ouvir, consolar e animar. A fé é a nossa mãe. Não é só um conjunto de verdades que nos cabe conhecer e tentar a adaptar a ela a nossa vida. A fé é nossa mãe! E para com ela há duas atitudes, indicadas na Lumem Fidei, que se destacam: escutar a mãe e contemplá-la. A carta se inspira na Bíblia: "Justamente porque o conhecimento da fé está ligado à aliança de um Deus fiel, que estabelece uma relação de amor com o homem e lhe dirige a Palavra, é apresentado pela Bíblia como escuta, aparece associado com o ouvido. São Paulo usará uma fórmula que se tornou clássica: « fides ex auditu — a fé vem da escuta » (Rm 10, 17)... " Além disso, a fé é conhecimento ligado ao transcorrer do tempo que a palavra necessita para ser explicitada: é conhecimento que só se aprende num percurso de seguimento. A escuta ajuda a identificar bem o nexo entre conhecimento e amor.”
Quantas pessoas pararam no tempo e ficaram com a fé da Primeira Comunhão. Será que não crescemos na fé assim como crescemos na vida? Temos escutado nossa mãe? Escuto a fé na minha vida diária? Inspiro-me na Palavra de Deus e na minha consciência para tomar decisões vitais? Em Aparecida, o Papa Francisco nos lembrou que a fé veio por uns pecadores humildes, por uma imagem com corpo e depois a cabeça... E hoje, quanta gente viaja tantos quilômetros só para passar e ficar uns segundos em frente àquela imagem... só contemplando... O que será que se passa na mente daquelas pessoas? Eu já tinha pensado que a fé é a luz e a porta da minha vida? Lembremos daquele jovem mártir que disse sem temos que seu Pai era Cristo e sua mãe era a fé! Eu tenho uma mãe que me gera, me acolhe e me alimenta: é a minha fé católica.
 
1a PALESTRA
 
A FAMÍLIA PROMOTORA DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL
 
A família é a célula vital da sociedade. Muitos acham que a sociedade de hoje está destruindo a família, mas não é verdade. A família é que, se deteriorando, deteriora a sociedade. A família é uma instituição valorizada e querida pela sociedade. Segundo uma enquete mundial de valores realidade entre 2005 e 2008 com entrevistados em 51 países 89,7% dos entrevistados colocaram a família em primeiro lugar, acima do trabalho e da religião.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, art. 16, inc. 3, diz: “3.A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado.” Um Estado que não legisla em favor da família é como uma doença autoimune: ele se destrói. A família não é só algo religioso, mas natural. A própria sociedade então deve ter o dever de proteger a família.
No congresso nacional brasileiro, por exemplo, existem atualmente 647 projetos de lei para destruir a família.
 
O diagnóstico da situação
Vemos o esvaziamento do conceito de matrimônio e a palavra família sendo usada de uma forma ambígua. E quais fontes para se conseguir este efeito: as leis e as fontes de educação. Como os pais são os primeiros responsáveis e educadores de seus filhos é preciso prestar atenção a que conceitos de família estão sendo ensinados na escola.
É uma sociedade que proclama e amplia direitos e não considera os deveres. Promove-se a primazia do lado afetivo com um conceito de compromisso fluido e parcial, afirmando que o compromisso por toda vida é apenas uma utopia. Muitos não acreditam mais que é possível assumir um compromisso com o marido/ esposa, filhos e outras situações para sempre e não apenas por um período. Vivemos, como disse o papa Francisco, na cultura do descartável. Hoje em dia, ensina-se que o casamento é um mero contrato que pode ser revogado a qualquer momento por vontade das partes.
Alguns dados de pesquisa do Instituto para o Matrimônio e a Família ao redor do mundo:
- A população está envelhecendo
- A taxa de natalidade decresce
- A taxa de casamentos também
- Os números de divorcia aumentam assim como a tendência a uniões sucessivas - Aumento das uniões de fato
- Os filhos nascidos fora do matrimônio já são em maior número do que os filhos nascidos dentro do matrimônio
 
Desafio: dar novas razões
Querem ridicularizar a família dizendo que é um conceito imposto pela religião. É preciso demonstrar que o futuro da sociedade passa através da renovação das funções sociais da família. Estas funções não são contingentes, ocasionais, e seu valor não se reduz às prestações de serviço que ela oferece. Expressão a necessidade que a família não é um mero grupo social, mas a instituição social primária sem a qual é pouco provável que uma sociedade se desenvolva. É preciso redefinir a família no horizonte do seu ser, e dar espaço para que ela haja em sua identidade.
Mas... que se entende por família? De que família estamos falando? Com que família estamos trabalhando enquanto agentes de pastoral? Que estrutura define uma família? Que eixo organizativo define todas as dinâmicas da família?
Há cinco aspectos a caracterizam:
- Tem quem a encabece - É um marco normativo de direitos e obrigações, que surge do estado civil das pessoas que a encabeçam
- Há um tipo de vínculo entre as pessoas que a encabeçam
- Há um vínculo legal de consanguinidade entre essas pessoas e as gerações seguintes
- Relação do núcleo familiar com outras pessoas dentro de um mesmo lar Família, famílias, modelos de família...
A Semântica da pluralidade acaba trazendo um problema de linguagem
- metáfora (similitude) – por exemplo, posso falar na família tricolor para me referir a um grupo de pessoas que se identificam com um time. Mas qualquer pessoa sabe que não se tratam de pessoas com laços de sangue e amor e com todas aquelas características que forma mencionadas. É só uma comparação.
- Analogia (semelhança) – é o que se tenta fazer, chamando de família a qualquer relação afetiva.
O maior isso de analogias e metáforas no campo da família nos leva a distinguir:
- As relações propriamente familiares: que se caracterizam pela capacidade e possibilidade de manter e renegociar as relações de intercâmbio e sexo entre as gerações.
- As relações que surgem de estilos de vida caracterizados por tendência ao individualismo e a privatização das relações interpessoais como o âmbito primário familiar em sentido metafórico.
A revolução do século XXI é ignorar que haja um padrão ou uma estrutura latente do que seja a família. Isso, entretanto, não passa de uma ignorância.
Qual é o genoma da família? Seu padrão ou estrutura latente?
- Dom – amor oblativo em que se reconhece o valor do outro como cônjuge/ filho(a), como um presente para mim.
- Reciprocidade – com quem se está relacionando no vínculo familiar, sem contrato e sem empréstimo.
- Sexualidade – intimidade sexual entre aqueles que se amam com amor esponsal, em que um enrique o outro com algo que ele não possui. A mulher enriquece o homem com sua feminilidade e o homem enriquece a mulher com sua masculinidade.
- Generatividade – filhos: fruto de uma relação que expressa o bem comum do casal e não na autorealização.
 
Quando vemos muitos tipos diferentes de família é porque alguns dos elementos deste genoma pode desligar-se com maior facilidade. Em todos os casos a relação familiar existe de forma incompleta. Entre os entraves relacionais que conectam elementos e relações, exemplo a mulher que doa ao filho mas se negam ao cônjuge.
Seriam válidas estas novas formas de família? Teriam sua validade em critérios empíricos?
- Sua vitalidade interna (capacidade de regenerar-se)
- Capacidade de responder às expectativas da sociedade (capacidade de socialização, controle e responsabilidade para com os filhos, sustentar as relações com mútua ajuda com o(a) parceiro(a)...) Quais são as funções sociais da família?
- Equidade geracional: corresponsabilidade intergeneracional. Somos responsáveis por cuidarmos uns dos outros: pelos de cima, de baixo e dos lados. Quem cuida das crianças? O sistema de educação pública? Quem cuida dos idosos? O INSS? Quem cuida dos doentes? A saúde pública? Não! A família!
- Transmissão cultural: educa na língua, na higiene, nos costumes, nas crenças, nas relações socialmente legitimadas e no trabalho.
- Socialização: prover os conhecimentos habilidades e relacionamentos que permite que uma pessoa viva a experiência de pertença a um grupo social mais amplo. Lá se aprendem os limites e alcances do público e do privado.
- Controle social: a família introduz a pessoa que a constituem no compromisso com normas justas, com o cumprimento de responsabilidades e obrigações, om a busca não só do prazer mas também do bens árdua que exigem esforço, constância, disciplina, sobretudo através do papel do pai.
- Afirmação da pessoa por si mesma: caráter suprautilitário das pessoas e sua importância baseada na sua própria dignidade.
Portanto, a família é geradora de virtudes sociais. É constituída por seres humanos e não números. Que outra instituição se preocupa verdadeiramente pelo indivíduo em si? Só pelo grupo a que pertence: os gays, os médicos, os black blocs... Só em casa, na família é que se preocupa com o ser humano, concreto e real.
 
Perda das virtude sociais por causa da privatização da família
A família é a primeira vítima dessa perda dos valores sociais. Deve-se imputar aos processos de comercialização da vida social que privatizam as famílias. E as virtudes vão sendo geradas no Congresso, na Câmara... Sistemas sociais que operam com métodos e regras que impedem as famílias de serem virtuosas. Sistemas políticos, quando acabam com a competência educativa das famílias, sistemas econômicos quando impõe aos pais horários de trabalho incompatíveis com a família. Sistemas jurídicos quando radicalizam os direitos do indivíduo puro sem relacionamentos cancelando os direitos de solidariedade entre as famílias.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Retiro Arquidiocesano (11-10-13)

MOTIVAÇÃO INICIAL DO RETIRO
(Dom Antonio Augusto Dias Duarte)
Vamos já começar nosso retiro sabendo porque estamos aqui: Deus nos chama e nós respondemos. Ele quer se encontrar conosco, quer que estejamos em sua presença. Talvez quiséramos ter estado aqui, nesta casa do Sumaré, de 23 a 28 de julho, quando o Papa comia no mesmo salão que nós, celebrava nesta capela... mas não estamos aqui para nos encontrarmos com o papa, mas sim com Deus.
Destaco uma frase do livro de Oséias: “Eu te atraí e te conduzi ao deserto, para falar ao teu coração.” (cf. Os 2,14). A imagem do deserto é muito interessante: aquela imensidão, com areia para todos os lados, sem estradas. O deserto nos faz perceber duas coisas: neste espaço que parece não ter fim, nos sentimos pequenos. Diante de toda a humanidade, Deus quer falar conosco. Outro pensamento, é que, no deserto, procuramos um oásis, um pouco de água. Para chegarmos a um destino, às vezes é necessário uma parada. Deus nos mostra que somos peregrinos para o nosso encontro definitivo com Deus.
Mas antes desse encontro último, do nosso destino final precisamos de muitos outros pequenos encontros. Podemos fazer orações, ir à Missa, mas alguns instantes depois estamos na nossa rotina normal. Mas num retiro não há distrações: nossa última preocupação é nos encontrarmos com Deus.
São Bernardo (séc. XIII), numa carta dirigida ao demais religiosos do seu convento, disse: “Quem deseja ouvir a voz de Deus que se retire pra a solidão. Esta voz não ecoa em meio aos barulhos das multidões. Uma voz secreta requer uma escuta secreta.”. Deus espera um momento como este: um oásis.
E continua: “Deus não conversa com as pessoas que permanecem fora de si mesmas.” Parece o mundo de hoje que nos chama nos puxa tanto para fora de nós mesmos. Podemos aproveitar este momento para desligarmos o celular, esquecer dos filhos: Deus está cuidando deles, afinal, foi Ele quem nos chamou aqui. Vamos nos encontrar, nos centrar em nós mesmos, ou perderemos a oportunidade para que Deus converse conosco.
E conclui São Bernardo: “O próprio Deus feito homem sentia uma atração forte pela solidão para viver plenamente seu amor filial com o pai e viver intensamente o modo como ia dar a salvação para a humanidade.” Necessitamos do silêncio interior principalmente e cuidar também do silêncio exterior.
Vamos aproveitar a oportunidade deste retiro. Pra escutarmos a Deus precisamos seguir quatro passos:
1- Uma leitura aberta e profunda da nossa vida, isto é, examinarmos a raiz das preocupações e do que Deus vai nos falando na nossa consciência. O que tem acontecido em nossas vidas que nos afasta de Deus ou nos torna surdos à sua voz. O que me fasta de Deus e o que me impede de ouvir a Deus.
2- Fazer meditação. Meditar é fazer uma operação da inteligência que se concentra para procurar as verdades escondidas. É um esforço para buscarmos as verdades escondidas. O papa na missa em que celebrou na catedral no sábado dia 27 de julho de 2013, falou uma verdade escondida: Chamados por Deus. É importante reavivar em nós esta realidade que, frequentemente, damos por descontada em meio a tantas atividades do dia a dia: “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu que vos escolhi”, diz-nos Jesus (Jo 15,16). Deus escolheu que eu vivesse, escolheu meu cônjuge. Este é um caminhar de novo até a fonte. E continua: “Vocês não podem ser uns desmemoriados. Perde-se a referência essencial da vida.”. Amanhã é dia de Nossa Senhora Aparecida, e no domingo o papa consagrará a Igreja a Nossa Senhora de Fátima. Peçamos a Nossa Senhora a graça de não sermos "desmemoriados". Se não corremos o risco de atribuirmos a nós mesmos o que é de Deus. Não roubemos para nós o que pertence a ele. A história da nossa vida é escrita a quatro mãos: as nossas e as dele. Maria tinha boa memória: guardava, meditava tudo no seu coração. Este é exemplo que Maria nos dá.
3- A oração é fundamental. Consiste em voltar com fervor o próprio coração para Deus a fim de evitar o mal e chegar ao bem. Pensamos as vezes só na petição... pedimos demais. Ele nos mandou pedir, é verdade. “Convém rezar sempre, sem desfalecer.” (cf. Lc 18,1). Mas a petição não pode atrofiar a oração como um todos. A oração nos ajuda a chegar aos bens devidos e evitar os males indevidos. O que Deus quer que eu abrace. Nossas meditações e palestras neste retiro, vão nos dar material para nossa oração.
4- A contemplação é o caminho para chegarmos a Deus. É colocar-se diante de Deus e saborear suas palavras e ações. Isso deveria ser comum em nossa vida: os casados devem contemplar-se mutuamente. Saborear a presença do outro, ter o prazer de estar junto. Uma pessoa contemplada é uma pessoa amada. Se esta deve ser um experiência profunda no casamento, quanto mais no nosso encontro com Deus. Ele também quer ser contemplado e amado, não porque ele é carente, mas porque Ele é o nosso tesouro. O que é o céu, afinal? É contemplar a Deus eternamente. São Cura D´Ars via todos os dias um camponês que ficava parado na Igreja. Ao ser perguntado o que fazia, o homem respondeu: “Eu olho para Deus e ele olha para mim.” Deve ser um exemplo para nós, que entramos na Igreja e conversamos com todo mundo, reparamos na roupa dos outros...
O papa disse: “Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no Evangelho que ouvimos. Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas. Confiemos em Deus! Longe d’Ele, o vinho da alegria, o vinho da esperança, se esgota. Se nos aproximamos d’Ele, se permanecemos com Ele, aquilo que parece água fria, aquilo que é dificuldade, aquilo que é pecado, se transforma em vinho novo de amizade com Ele.”.
Sabe por que as pessoas se derramam tanto para fora de si mesmas: porque procuram surpresas no mundo e não no Deus que criou o mundo. Não resistimos diante de um espelho, de uma vitrine, de uma janela... Aqui no retiro temos a chance de nos encontrarmos e contemplarmos a Deus. E devemos sair do retiro com um propósito: devemos fazer um retiro pelo menos uma vez ao ano para fortalecermos e renovarmos nossa vida espiritual. Preciso aproveitar este convite de Deus que me chama ao deserto para se encontrar comigo. Tenhamos presença: Deus me chamou, eis-me aqui. Não para fazer algum trabalho exterior, mas para termos apenas um trabalho exterior.
Que Nossa Senhora nos ajude a nos encontrarmos como ela todos os dias com o rosto de Deus em sua humanidade, que conversava com Jesus. Ela que foi contemplativa aos pés da cruz. Não falava nada: olhava para Jesus e Jesus olhava para ela.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Adoração pelo dia do Nascituro

No dia 08 de outubro a Igreja no Brasil celebra o DIA DO NASCITURO. A Paróquia Nossa Senhora da Glória compartilha conosco algumas fotos da Hora Santa com Adoração ao Santíssimo Sacramento que a comunidade realizou, intercedendo por todas as mulheres grávidas e seus bebês. Na oração, foi lembrada também a intercessão de Santa Gianna Beretta Molla.
 
 
 
 
 

 
 
 

 

sábado, 5 de outubro de 2013

I CAMINHADA EM DEFESA DA VIDA


Dia 05 de outubro de 2013: 25 anos de promulgação da Constituição Brasileira. Data histórica também para o movimento em favor da vida no Rio de Janeiro que realizou a I CAMINHADA EM DEFESA DA VIDA. Saindo da Candelária até o Largo da Carioca, a manifestação totalmente pacífica, deu visibilidade ao clamor do povo brasileiro, que é a favor da VIDA! Entre as diversas entidades de diversas denominações religiosas e civis, a Pastoral Familiar teve uma participação fundamental. Agradecemos a todos os agentes que compareceram com suas famílias e tornaram o movimento ainda mais expressivo. Dom Antônio Augusto e Dom Orani também deixaram sua palavra de apoio aos milhares de participantes da caminhada, que contou com parlamentares, médicos, religiosos e outros cidadãos que deixaram sua mensagem em favor da vida, desde a concepção até a morte natural.














 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Uma mudança

Queridos irmãos do Vicariato Norte,
Infelizmente tivemos que trocar o local do Encontro de Espiritualidade com as Famílias.
O Encontro será realizado na Paróquia Divino Espirito Santo e São João Batista, que fica na Rua Filipe Camarão, 12, Maracanã. A data está mantida para este sábado, dia 28 de setembro de 2013, das 8h às 17h.
Fiquem com Deus!
Suely e Paulo Cesar
(coordenadores do Vicariato Norte)

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Próximos enventos

Encontro de Espiritualidade com as Famílias
Data: 28 de setembro de 2013
Horário: 7h30 às 17h
Local do Encontro: Colégio Maria Imaculada (Rua São Francisco Xavier 935 - Maracanã) Observação: Solicitamos que levem a Bíblia e um prato de doce ou salgado para o lanche.
Valor da inscrição por família (com almoço incluído) = R$ 10,00

Formação para agentes da Pastoral Familiar para o Setor Pós Matrimonial
Data: 21 de setembro de 2013
Horário: das 8hs às 12h30h
Local: Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Realengo (Avenida Santa Cruz, 1125 - Realengo)
Observação: lanche partilhado

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

1ª Caminhada pela vida - Vida sim, aborto não!

O movimento "Por um Brasil sem aborto" convoca a todos os que acreditam e defendem a vida humana à  1a Caminhada pela Vida. Será no sábado, dia 05 de outubro, com concentração a partir das 9 horas, em frente à Igreja da Candelária, e com trajeto seguindo pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia.
A Pastoral Familiar apoia e colabora ativiamente com esta iniciativa que marca a Semana Nacional da Vida, que acontece de 1 a 8 de outubro. Convocamos a ajuda de todos naquilo que lhe for possível: participando da caminhada com sua família e sua comunidade, divulgando ao máximo entre todos os seus parentes, amigos e conhecidos (inclusive seus contatos das redes sociais), rezando por esta causa, por nossos políticos e por todo o povo, e inteirando-se sobre o tema.
FAMÍLIA, SANTUÁRIO DA VIDA!