quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Festa da Sagrada Família

 
Em meio às celebrações do tempo do Natal, temos a festa da Sagrada Família. Rezemos com esta linda oração do Papa Francisco:
 Jesus, Maria e José,
A vós, Sagrada Família de Nazaré, hoje, dirigimos o olhar
com admiração e confiança;
em vós contemplamos a beleza da comunhão
no amor verdadeiro;
a vós confiamos todas as nossas famílias;
para que se renovem nessas maravilhas da graça.
Sagrada Família de Nazaré,
escola atraente do santo Evangelho:
ensina-nos a imitar as tuas virtudes
com uma sábia disciplina espiritual,
doa-nos o olhar claro que sabe reconhecer
a obra da providência
nas realidades cotidianas da vida.
Sagrada Família de Nazaré,
guardiã fiel do mistério da salvação:
faz renascer em nós a estima pelo silêncio,
torna as nossas famílias cenáculo de oração
e transforma-as em pequenas Igrejas domésticas,
renova o desejo de santidade,
sustenta o nobre cansaço do trabalho,
da educação, da escuta,
da recíproca compreensão e do perdão.
Sagrada Família de Nazaré,
desperta na nossa sociedade
a consciência do caráter sagrado
e inviolável da família,
bem inestimável e insubstituível.
Cada família seja morada acolhedora
de bondade e de paz
para as crianças e para os idosos,
para quem está doente e sozinho,
para quem é pobre e necessitado.
Jesus, Maria e José,
a vós com confiança rezamos,
a vós com alegria nos confiamos.
Amém.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Definição clara sobre o casamento

Há um ditado que diz: "A voz do povo é a voz de Deus.". Desta vez parece que o ditado se comprovou. A Croácia aprovou por referendo popular uma emenda constitucional que define o casamento como a UNIÃO ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER. Contrariando as medidas impositivas dos países que fazem parte da União Européia que se vêem compelidos a aceitar as uniões homoafetivas, o povo foi às urnas e com mais de 65% o povo simplesmente constatou a realidade da própria natureza biológica e psicológica do ser humano.
Para Tomislav Karamarko, líder do HDZ, a maior formação da direita nacionalista, a consulta destina-se a "proteger os valores tradicionais" face a imposições externas. "Não se trata de ameaçar os direitos dos outros, mas de manter o direito a ser quem nós somos. Infelizmente, para isso temos de introduzir na Constituição uma coisa que, à partida, seria natural", afirmou.
A nossa civilização -- tão evolída em tantos aspectos -- acabou se esquecendo do óbvio... Vemos agora um exemplo cabal para nos recordar da Verdade.
 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Atualização dos Informativos

Acabamos de atualizar os últimos informativos deste ano de 2013. Lembre-se de que vocês podem reproduzi-lo à vontade e utilizá-lo em família ou em seus encontros na comunidade paroquial.
Muita gente já recebe o informativo mensalmente por email. Se você também deseja receebê-lo basta fazer sua solicitação pelo pastoralfrj@gmail.com.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Encerramento do Ano da Fé


 
Nossa Arquidiocese reunida, celebrou o encerramento do Ano da Fé, coincidindo com a Solenidade de Cristo Rei. O Ano da Fé foi instituído por Bento XVI, papa emérito, e encerrado por Papa Francisco, com o objetivo de reavivar a fé dos cristãos, para um fé viva e engajada. Dom Orani, presidente da celebração eucarística na Catedral Metropolitana aproveitou para instituir sempre nesta data a Festa da Unidade Arquidiocesana.
A programação da tarde incluiu também a devoção à Nossa Senhora Aparecida num momento mariano, a oração do Terço da Misericórdia e Adoração conduzida por Padre Reginaldo Manzotti.


 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Pastoral Familiar no DNJ

 
Ainda no clima fantástico de alegria pela JMJ Rio 2013, aconteceu neste domingo, dia 03/11, o DNJ - Dia Nacional da Juventude, com o tema: "Jovem, levante-se e seja fermento!". O evento que reuniu parte da juventude carioca de diversas paróquias, grupos, movimentos e expressões foi realizado na Catedral de São Sebastião e começou com muito louvor e animação, seguidos da Santa Missa presidida pelo arcebispo Dom Orani João Tempesta.
Na programação ao longo do dia houve música, dança, teatro, pregações e adoração ao Santíssimo.
Na entrada a Catedral foi montada a Feira Missionária em que diversos movimentos ligados à juventude expuseram seus trabalhos e conversaram com os jovens. Marcaram presença grupos como PJ (Pastoral da Juventude), JAM (Juventude Ação Mariana), Comunidades Shalom, Canção Nova, Aliaça de Misericórdia, MVC (Movimento de Vida Cristã), Comunhão e Libertação, EJNS (Equipes Jovens de Nossa Senhora) e, claro, a Pastoral Familiar! Aproveitamos para conversar sobre os jovens sobre a família, missão que Deus confiou a todos nós.
Além disso, o setor Pré-Matrimonial coordenou os trabalhos da cantina que serviu almoço e lanche durante o evento. Agradecemos a todos os que ajudaram com suas doações e com o seu trabalho precioso! Recebam nossa gratidão!





 



 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

CONGRESSO DA PASTORAL FAMILIAR (2)

Trazemos agora aos amigos internautas, a segunda palestra do Congresso 2013, com o Padre Antônio José, pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Rainha de Todos os Santos, no Vicariato Norte.




Pistas para fazer uma Revolução (Pe. Antonio José)
O Papa Francisco, no sábado, na vigília do jovens, usou a seguinte expressão: É preciso que vocês vão para o ataque! Isto me faz lembrar um time de futebol que pode ter dois tipos de postura: ou fica na defensiva ou avança para o gol. O papa “deu o toque no meio de campo” e jogou a bola para os nosso pés, e agora é nossa tarefa irmos adiante. Agora a bola é nossa.
Ninguém faz uma revolução só com bons propósitos, é precisos persistência, perseverança e compromisso. É preciso além dos bons desejos muito envolvimento. Nada de brigas, mas constância e persuasão de amor, uma insistência no próprio compromisso com Deus.
Na homilia do Santo Padre na Missa de envio da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 lemos:
“Venerados e amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio,
Queridos jovens!
«Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Com estas palavras, Jesus se dirige a cada um de vocês, dizendo: «Foi bom participar nesta Jornada Mundial da Juventude, vivenciar a fé junto com jovens vindos dos quatro cantos da terra, mas agora você deve ir e transmitir esta experiência aos demais». Jesus lhe chama a ser um discípulo em missão! Hoje, à luz da Palavra de Deus que acabamos de ouvir, o que nos diz o Senhor? Três palavras: Ide, sem medo, para servir.”
Ide - sem medo - para servir. Nossa tarefa é sermos o binômio do cristão: sermos discípulos missionários. Só assim se vivem estas três palavras. Que dicas elas nos dão! E o papa continua em sua homilia:
“Ide. Durante estes dias, aqui no Rio, vocês puderam fazer a bela experiência de encontrar Jesus e de encontrá-lo juntos, sentindo a alegria da fé. Mas a experiência deste encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês ou no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde. A fé é uma chama que se faz tanto mais viva quanto mais é partilhada, transmitida, para que todos possam conhecer, amar e professar que Jesus Cristo é o Senhor da vida e da história (cf. Rm 10,9).”
O papa repete o mandato de Jesus antes de voltar para o Pai em sua ascensão. Assim medimos o valor nas ultimas palavras do Senhor: “Ide por todo mundo anuncia o evangelhos a toda criatura... eu estarei com vocês até o fim dos tempos.” Muitas coisas são importantes mas se há algo que Jesus espera de nós é que conjuguemos o verbo IDE, da família do “mexa-se, anda, acorda, não fique parado, mova-se!”. Nos preocupamos com tantos detalhes e nos perdemos no principal. Jesus espera isso de mim e de você. Espera que vamos ao encontro daqueles que ainda não o conhecem. E esse movimento deve começar na nossa casa. Muitas coisas aprendi com meus pais não porque eles disseram, mas porque faziam. Meu pai nunca me disse para ter responsabilidade com os trabalhos era algo importante, porque eu via isso com ele, cumprindo seus compromissos. Vi o quanto eles eram ativos para gravarem a fé em nossos corações, eu via minha mãe rezando e assim eu aprendi a importância de rezar. Minha catequista teve muito pouco trabalho, pois as coisas da fé eu aprendi quase tudo em casa... Esse “ide”, deve começar na família da gente, ensinado as pessoas a serem homens e mulheres de Deus. Ide a outras famílias próximas que não terão talvez outra oportunidade de evangelização. Você tem ido às pessoas ou espera só por quem vem até você? Evangelização tem que se pra gente um estilo de vida, temos que aproveita todas as oportunidades! É uma pena quando os cristãos são seres invisíveis e sua presença não é notada a não se RNA Igreja. Há uma expressão que Jesus usa para explicar quem ele é e quem nós devemos ser: LUZ DO MUNDO. Aos olhos do Nosso Senhor, nós somos essa luz que deve brilhar no mundo. Você é luz do mundo onde Deus te acendeu: na sua família, no seu prédio, na sua comunidade, no seu ambiente de trabalho...
     Nós somos o corpo de Cristo aqui na terra. Qual é a diferença entre o corpo vivo e o corpo morto. O corpo morto não se mexe. O corpo vivo se mexe é dinâmico e saudável. Não sei como vai ser o dia em que o Senhor nos chamar para junto dele, mas duas coisas devem estar no alto da lista: “O que fez você com o seu tempo que poderia ser utilizado para oração? Você obedeceu ao meu ide”?. O mais é secundário, não podemos deixar que eles tomem o lugar do que é primordial. Ide.
“Mas, atenção! Jesus não disse: se vocês quiserem, se tiverem tempo, mas: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Partilhar a experiência da fé, testemunhar a fé, anunciar o Evangelho é o mandato que o Senhor confia a toda a Igreja, também a você. É uma ordem sim; mas não nasce da vontade de domínio ou de poder, nasce da força do amor, do fato que Jesus foi quem veio primeiro para junto de nós e nos deu não somente um pouco de Si, mas se deu por inteiro, deu a sua vida para nos salvar e mostrar o amor e a misericórdia de Deus. Jesus não nos trata como escravos, mas como homens livres, amigos, como irmãos; e não somente nos envia, mas nos acompanha, está sempre junto de nós nesta missão de amor.”
Penúltima frase: não somos escravos, mas amigos. Na obra de Deus o Senhor não conta com escravos, mas com amigos. É com amigos que ele divide das duas grandes paixões do seu coração: a vontade do Pai, e nós. Por essas duas paixões ele deu tudo e se deu por inteiro. O verdadeiro evangelizador é amigo de Jesus e não um funcionário que tem um tempo para cumprir dentro da Igreja, mas ao contrário, a todo tempo persegue as oportunidades para evangelizar. Nossas palavras nos traem: Dizemos: “Vou trabalhar na Igreja.”. Não! A obra de Deus não é um trabalho, que tem contrato, hora de chegada, de saída, metas, férias... Se faz em todo tempo e em todo lugar. Temos que tomar cuidado para não colocarmos na nossa cabeça que a obra de Deus é só o que fazemos dentro da Igreja. Isso é só uma parte.
     Deixo mais uma reflexão: qual foi a última vez que você falou intencionalmente de Jesus fora da Igreja? Ide! Só vai quem tem o coração em chamas.A luz não pode passar despercebida. Você não trabalha como agente de Pastoral Familiar, você é cristão! Por isso, Jesus Cristo espera que você responda a esse Ide com gente naufragando, indo pro inferno ao nosso lado e somos cristãos invisíveis e acomodados e não fazemos nada.
Mas anunciar o Evangelho é muito difícil, eu tenho que estar preparado, fazer um curso. Não! Evangelizar se aprende evangelizando. Evangelho significa “boa notícia”. Num mundo onde só se ouvem más notícias todos vão querer ouvir a boa notícia que eu tenho ara dar. Notícia ruim ou mentira é que precisa de enrolação. E a notícia é muito simples: você vai dar o s primeiros passos. A vida cristã Jesus comparou com uma porta e um caminho. Ambos estreitos. Uma porta você atravessa com um passo. Isso é a evangelização. Depois a pessoa vai trilhar este caminho com seus próprios passos. Um resumo está em Jo 3, 16-17 “De tal modo Deus amou o mundo para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque o Filho do Homem não veio para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.”.
Tem gente que acha que Deus é só pros outros. Lembremos por exemplo a incredulidade de Zacarias, que estava cercado de tudo que era mais sagrado e mesmo assim achava que não era para ele...
Deus deu para nós o que tinha de melhor. Como não se sentir amado? Deus só espera que confiemos nele, para depois irmos caminhando. Cristianismo não é moralismo. Nós somos muito amados por este Pai que tem sonhos belíssimos para nós. Só nos cabe andar com ele. Há pessoas que só vãos conseguir mudar se se sentirem amadas, se puderem confiar de novo em alguém. Quem crê em Jesus, não estraga, não azeda. Você não vai dividir esta Verdade com o outros?
Nossa tarefa não é condenar o mundo, nossa tarefa é dizer para este mundo de más notícias que ainda vale a pena viver. Divida com outros essa beleza. 
“Para onde Jesus nos manda? Não há fronteiras, não há limites: envia-nos para todas as pessoas. O Evangelho é para todos, e não apenas para alguns. Não é apenas para aqueles que parecem a nós mais próximos, mais abertos, mais acolhedores. É para todas as pessoas. Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da sua misericórdia e do seu amor.”
Jesus diz ide por TODO mundo e anuncia o Evangelho a TODA criatura. Algumas pessoas dizem que “Aqui, isso não funciona. As pessoas aqui não querem, aqui em Copacabana não dá, na Piedade isso não funciona...”. Todo mundo é TODO mundo, a TODA criatura é a TODA pessoa. Nossa tarefa é anunciar não é fazer acontecer. Esta parte cabe ao Espírito Santo. O Evangelho não funciona se não for anunciado. Um remédio no vidro não funciona: só se for tomado. O Evangelho funciona: ah, mas no Rio de Janeiro não funciona. O Rio de Janeiro não é mais difícil que outros lugares. O problema pode ser que as pessoas do Rio de Janeiro não vão...
Todos nós vivemos em periferias existenciais. Quantas pessoas estão perdidas dentro delas mesmas pois estão arrebentadas por dentro. Não conseguem ter uma vida equilibrada e saudável. Será que Deus colocou você perto destas pessoas por acaso? Se você pedir a Deus para ver o que Ele vê, talvez ele visse um campo com muitos frutos já maduros que precisam de ceifadores, do contrário, apodrecerão. Ou talvez mostre você dentro de um barco seguro e as pessoas se afogando a sua volta, esperando que você as estenda a mão. Sai de si mesmo, olhe ao seu redor, note quem está ao seu lado. Comece exercitando-se na sua família. Nesse treino de perceber o outro, como eu tenho me saído ultimamente? Há muita gente machucada por fora e por dentro que precisa que eu note e faça algo.
“De forma especial, queria que este mandato de Cristo -”Ide” – ressoasse em vocês, jovens da Igreja na América Latina, comprometidos com a Missão Continental promovida pelos Bispos. O Brasil, a América Latina, o mundo precisa de Cristo! Paulo exclama: «Ai de mim se eu não pregar o evangelho!» (1Co 9,16). Este Continente recebeu o anúncio do Evangelho, que marcou o seu caminho e produziu muito fruto. Agora este anúncio é confiado também a vocês, para que ressoe com uma força renovada. A Igreja precisa de vocês, do entusiasmo, da criatividade e da alegria que lhes caracterizam! Um grande apóstolo do Brasil, o Bem-aventurado José de Anchieta, partiu em missão quando tinha apenas dezenove anos! Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido!”
O mundo precisa de Jesus Cristo, ele é indispensável. Nós temos o que o mundo precisa, mas será que acreditamos no valor daquilo que nós temos? Trabalho na PUC e vejo como é difícil para os alunos católicos terem uma presença mais incisiva. Parece que só falta eles falarem: “Desculpe, sou católico...”. Não precisamos ser católicos esquisitos, nem complexados.
“Sem medo. Alguém poderia pensar: «Eu não tenho nenhuma preparação especial, como é que posso ir e anunciar o Evangelho»? Querido amigo, esse seu temor não é muito diferente do sentimento que teve Jeremias, um jovem como vocês, quando foi chamado por Deus para ser profeta. Acabamos de escutar as suas palavras: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Deus responde a vocês com as mesmas palavras dirigidas a Jeremias: «Não tenhas medo… pois estou contigo para defender-te» (Jr 1,8). Deus está conosco!
«Não tenham medo!» Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai à nossa frente e nos guia. Ao enviar os seus discípulos em missão, Jesus prometeu: «Eu estou com vocês todos os dias» (Mt 28,20). E isto é verdade também para nós! Jesus não nos deixa sozinhos, nunca lhes deixa sozinhos! Sempre acompanha a vocês!
Além disso, Jesus não disse: «Vai», mas «Ide»: somos enviados em grupo. Queridos jovens, sintam a companhia de toda a Igreja e também a comunhão dos Santos nesta missão. Quando enfrentamos juntos os desafios, então somos fortes, descobrimos recursos que não sabíamos que tínhamos. Jesus não chamou os Apóstolos para viver isolados, chamou-lhes para que formassem um grupo, uma comunidade. Queria dar uma palavra também a vocês, queridos sacerdotes, que concelebram comigo esta Eucaristia: vocês vieram acompanhando os seus jovens, e é uma coisa bela partilhar esta experiência de fé! Mas esta é uma etapa do caminho. Continuem acompanhando os jovens com generosidade e alegria, ajudem-lhes a se comprometer ativamente na Igreja; que eles nunca se sintam sozinhos!”
Ide, sem medo. Sem medo! Existe um homem muito precioso para a Igreja que está em processo de beatificação. Ele é bispo da Igreja no Vietnã e por isso era subversivo. Ele foi preso e levado a um campo de reeducação para se tornar comunista. Ele não pode levar nenhum distintivo que o identificasse como religioso. Ele foi considerado de alta periculosidade porque convertia a todos a sua volta. Confie mais na graça de Deus do que nos seus defeitos, porque eles não são empecilhos para Deus. O maior recurso que temos para evangelizar está dentro de nós. Os outros meios só amplificam, mas o conteúdo é o principal. É isso que chega ao coração das pessoas. O que Deus tem feito nas nossas vidas: isso é o que temos de principal.
“A última palavra: para servir. No início do salmo proclamado, escutamos estas palavras: «Cantai ao Senhor Deus um canto novo» (Sl 95, 1). Qual é este canto novo? Não são palavras, nem uma melodia, mas é o canto da nossa vida, é deixar que a nossa vida se identifique com a vida de Jesus, é ter os seus sentimentos, os seus pensamentos, as suas ações. E a vida de Jesus é uma vida para os demais. É uma vida de serviço.” 
Imperativo, segunda pessoa, plural, Ide. Na obra da Evangelização nunca trabalhamos sozinhos. A Igreja não é lugar para fazermos carreira solo, somos um orquestra e precisamos uns dos outros. Por isso, existe a Pastoral Familiar, famílias evangelizando famílias. Somos uma comunidade. São Paulo diz: a Igreja é a família de Deus. A Igreja é o lugar onde juntos temos um relacionamento com Deus. O mais importante da pastoral não é trabalho, nem agenda, mas nossos relacionamentos. Jesus deu a vida por gente, a Igreja é gente. Do contrário vamos vivendo de evento em evento e gastarmos o nosso fôlego entre um evento e outro. Uma família deve ter momentos de festa mas nenhuma família vive de festa. Vive de cultivar a intimidade no dia-a-dia. Não adianta só fazer eventos. Podemos ter mil meios, mas eles não substituem as tecnologias. Trabalhamos juntos, mas a vida não se faz de eventos, mas de relacionamentos cuidados, construídos no dia-a-dia. É muito mais fácil construirmos eventos, porque eles tem data fixa, acabas e nos dão a sensação de que fizemos alguma coisa... Relacionamentos dão muito mais trabalho porque são constantes, não têm data para acabar, e às vezes parecem tempo perdido. Mas não são. No final, é o que se colhe nos relacionamentos, isso é o que fica.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

CONGRESSO DA PASTORAL FAMILIAR



Transcrevemos a ABERTURA do Congresso Pastoral Familiar 2013, proferida por DOM ANTONIO Augusto Dias Duarte.

Começo relembrando 3 citações do papa Francisco que deveríamos grifar, dentre tantas outras também importantes:
1)      No discurso aos voluntários, o Papa Francisco disse:
“Deus chama para escolhas definitivas, Ele tem um projeto para cada um: descobri-lo, responder à própria vocação significa caminhar na direção da realização jubilosa de si mesmo. A todos Deus nos chama à santidade, a viver a sua vida, mas tem um caminho para cada um.
Alguns são chamados a se santificar constituindo uma família através do sacramento do Matrimônio. Há quem diga que hoje o casamento está “fora de moda”; está fora de moda? na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é “curtir” o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, “para sempre”, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã.
Em vista disso eu peço que vocês sejam revolucionários, que vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório que, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de “ir contra a corrente”. Tenham a coragem de ser felizes!”
 
2)      Em Copacabana, afirmou:
“Vejam, queridos amigos, a fé realiza na nossa vida uma revolução que podíamos chamar copernicana, porque nos tira do centro e o restitui a Deus; a fé nos imerge no seu amor que nos dá segurança, força, esperança. Aparentemente não muda nada, mas, no mais íntimo de nós mesmos, tudo muda. No nosso coração, habita a paz, a mansidão, a ternura, a coragem, a serenidade e a alegria, que são os frutos do Espírito Santo (cf. Gl 5, 22) e a nossa existência se transforma, o nosso modo de pensar e agir se renova, torna-se o modo de pensar e de agir de Jesus, de Deus.”
 
3)      E no discurso aos bispos no Sumaré, falou novamente o Papa:
 
“Em Aparecida, verificam-se de forma relevante duas categorias pastorais, que surgem da própria originalidade do Evangelho e nos podem também servir de orientação para avaliar o modo como vivemos eclesialmente o discipulado missionário: a proximidade e o encontro. Nenhuma das duas é nova, antes configuram a maneira como Deus se revelou na história. É o “Deus próximo” do seu povo, proximidade que chega ao máximo quando Ele encarna. É o Deus que sai ao encontro do seu povo. Na América Latina e no Caribe, existem pastorais “distantes”, pastorais disciplinares que privilegiam os princípios, as condutas, os procedimentos organizacionais... obviamente sem proximidade, sem ternura, nem carinho.
Ignora-se a “revolução da ternura”, que provocou a encarnação do Verbo. Há pastorais posicionadas com tal dose de distância que são incapazes de conseguir o encontro: encontro com Jesus Cristo, encontro com os irmãos. Este tipo de pastoral pode, no máximo, prometer uma dimensão de proselitismo, mas nunca chegam a conseguir inserção nem pertença eclesial. A proximidade cria comunhão e pertença, dá lugar ao encontro. A proximidade toma forma de diálogo e cria uma cultura do encontro.”
 
Reassando os discursos do papa linha por linha, veremos com que força ele usa as palavras revolução ou rebelião. Diz-se que por onde a JMJ passou a cidade jamais foi a mesma: gerou uma revolução. Por isso, escolhemos este tema para o nosso Congresso deste ano.
Diante desta palavras, cabem-nos duas posturas
- Concordar e cruzar os braços ou
- Propor-nos de verdade a fazermos esta revolução própria da fé, Uma revolução que nos faz caminhar contra a corrente. Mas para tal, precisamos ser homens e mulheres rebeldes. Deus nos pede isso, que vivamos esta revolução. A fé autêntica [e revolucionário, vira uma pessoa pelo avesso, muda um estilo pastoral. Quando a Palavra de Deus e as palavras do papa são só palavras, não causam nenhuma revolução. Mas se enfrentamos os desafios divinos, fazemos uma revolução. O Cristianismo é uma religião que nos desafia. Nos desafia à santidade, a mudar o mundo, a perdoar sempre, a viver a castidade, a honestidade, etc.
O Papa não disse apenas palavras. Como o Francisco de Assis, nos mostra como temos que revolucionar as pastorais, a nossa paróquia, a nossa arquidiocese. Mas precisamos crescer em rebeldia. A rebeldia não é uma atitude negativa, nem violenta, nem contestadora. Não precisamos ser pessoas que causem confusão. Ser rebelde é não ficar satisfeito enquanto não se vive a verdadeira Verdade.
Me marcou uma citação de um pensador contemporâneo que pensa como esta caminhando o mundo. Fala de uma pessoa acomodada e de fé atrofiada:
“O ser humano prefere, por razões de conveniência, errar junto com a massa do que ter razão contra ela.” Essa é uma tendência que o pecado original deixou em nós, dando-nos conformismo.
Num mundo em que se valoriza tanto o individualismo e o politicamente correto, onde esse dá tanto espaço para pessoas que estão eletronicamente dirigidas (como robôs “Maria-vai-com-as-outras). Se me diferenciar corro o risco de ser discriminado e excluído. Num mundo assim que é especialmente manipulado, diante deste mundo é que a pessoa rebelde não se conforma. Diante da manipulação parcial para que as pessoas não cheguem a formação integral. O “tudo” não é nunca mostrado ou dito. Ex. Ninguém diz tudo o que está por trás destas manifestações que vemos desde junho... Não são ditas todas as verdades, todos os valores, todas as informações “nuas e cruas”. Um mundo manipulado leva as pessoas a irem com a massa e não tomarem decisões rebeldes. Quando não se tem formação, não se pensa. Hoje colhemos os frutos podres da manipulação que começou na década de 70.
Neste mundo o papa nos diz que é urgente a rebeldia revolucionária. Em dois pontos podemos nos concentrar:
  1. Tem que haver rebeldia da família. As nossas famílias têm que ser rebeldes
  2.  E as famílias que estão na Pastoral Familiar devem fazer uma revolução dentro de suas próprias famílias e da sua pastoral.
 
Ponto 1
Na palestra: “A Luta pela Família Já Começou” (pronunciada por Franz Keningnen muito amigo de João Paulo II, ele disse que é na família onde o ser humano aprende a dar-se. Vive o respeito e o carinho. O amor é incapaz de sobreviver se não é alimentado na família.Não venha me falar de amor aos pobre, aos diferentes, ã pátria, se o amor não é alimentado na família... não podemos deixar que a família se apodreça e seja extinta. É preciso entrar nesta luta pela família, se preciso sacrificar-se, para que o amor não morra. Quando os bens materiais se tornam mais importantes do que a família, não se pode surpreender com uma crise.
Notamos a pouca consideração tanto na política como na educação e também na reforma das leis com a família. No nossos tempo as pessoas estão experimentando o que é um mundo sem Deus e sem amor.
A rebeldia não é uma mera atitude de critica ou de se do contra, mas um sadio anticonformismo. Não posso me conformar que minha família entre em realidade s que não são do projeto de Deus. Não adiante ficar sentado no sofá sentado olhando a TV e dizendo: Como o mundo está mal, como estes programas são horríveis, como o mundo está egoísta... Isso de nada adianta se, na minha casa, as pessoas tem espaço para aquilo que não vai ser uma fonte de amor de respeito, de doação ou de partilha. Pior do que não saber o que quer é não querer. O rebelde sabe que quer para sua família um ambiente ético e por isso não deixa entrar certos ventos que trazem contra-valores para sua família.
Por exemplo, um valor familiar cotidiano – a responsabilidade – que nos leva a assumir a família com algo próprio. Como vemos hoje as pessoas irresponsáveis na palavra dada... É um absurdo um filho sair de casa e o pai e a mãe não sabem onde ele estava. Não podemos nos conformar com isso. Numa família de verdade, tudo é de todos. E todos são importantes. Os pais vão se conformando que os filhos são bagunceiros, a esposa vai se conformando que o seu marido só gosta de ficar no computador, o marido se conforma que a mulher sempre estoura o cartão de crédito... vamos nos conformando e a família vai se afastando cada vez mais de ser um projeto de Deus.
Outro exemplo: a liberdade – palavra muito manipulada hoje em dia. Somos chamados a viver um amor autêntico e ordenado. Não posso me conformar que pessoas da minha família se dediquem no amor ao próximo de forma tão disponível que não tenham cinco minutos de amor para estar ao lado de um irmão, irmã, avô, avó... Nossa vocação é a família. Ela deve vir em primeiro lugar. Não podemos nos conformar dizendo: “Não tem mais jeito...”.
Não podemos nos conformar com programas de televisão. Não podemos ceder naquilo que não e nosso mas é de Deus: a família não é nossa, é projeto de Deus. Podemos dar retoques na decoração, mas jamais na viga mestra desta estrutura. Do contrário, apodrecerá e morrerá. Não podemos ceder naquilo que não é nosso. Assim como o sacerdote não pode ceder naquilo que não é dele, como por exemplo a doutrina.
 
 
Ponto 2
Precisamos ser revolucionários na família. O que quer dizer isso? De forma concreta, fazer com que cada pessoa da família saiba dizer “sim” ao que é importante e dizer não ao que é secundário. A revolução acontece quando cada um sabe buscar o que é o melhor para todos.
Precisamos dizer “não”, às vezes, a coisas importantes para dizer “sim” a coisas essenciais. Por exemplo, é importante descansar, mas é mais importante atender uma pessoa que me telefona às 10h da noite precisando de uma palavra de consolo.
Outra forma de causar uma revolução na família é sermos criativos. A família hoje em dia precisa ser muito criativa porque o mundo é muito sugestivo, sugere mil programas para as pessoas. Por exemplo, o programa da sexta-feira à tarde, do chopinho na mesinha do bar: parece um mandamento na sociedade de hoje. Por quê? Porque um colega sugere, e não há nada mais criativo para se fazer. Enquanto isso, a família espera em casa... Falta criatividade para promover festas dos filhos com os amigos dos filhos em ambientes sadios. Do contrário, eles vão para as discotecas ou raves.
Duas palavras importantíssimas para vivermos esta rebeldia na família e tornarmos isso uma forma de ser familiar. Primeiro precisamos de valentia. Não podemos aceitar passivamente que só porque todos façam assim devemos nos conformar com isso. Dizem que “Deus criou o mundo, mas o alugou para os valentes.” , mas vemos hoje que quem está tomando conta dele são os medíocres, que o sub-locam por R$1,99, oferecendo coisas de pouquíssimo valor.
E o outro ponto é a audácia. Uma família revolucionaria consegue criar esta onda.
Perguntas:
1-      Até que ponto estou insatisfeito com tanto consumismo, hedonismo, materialismo e permissivismo que afetam minha família?
2-      Compreendo que sé me revoltando de modo sadio posso defender minha família deste coletivismo social (todo mundo faz assim...)?
3-      Em que aspectos da minha família é mais urgente s rebeldia e a revolução?
4-      Quais são as principais limitações artificiais que eu imponho a mim mesmo e a minha família? (ex. “Não consigo fazer com que meus filhos arrumem sua cama, não consigo desligar a televisão na hora em que todos estamos jantando...”)
5-      Onde, na minha família, se está perdendo o sentido da vida familiar?